A fusão da linguagem do video mapping com o design de guerrilha no trabalho do coletivo coletores
DOI:
https://doi.org/10.29147/datjournal.v10i3.1083Palavras-chave:
vídeo mapping, design de guerrilha, arquitetura, intervenção urbana, Coletivo ColetoresResumo
O presente artigo apresenta um recorte histórico (2020-2024) de movimentos urbanos na cidade de São Paulo. O pixo e o grafite trazem uma proposta visual transgressora. Ambos surgem com o objetivo de contestar a violência e a repressão artística instauradas no período da ditadura militar (anos 1970). A videoarte, que também emerge nesse contexto de confrontos políticos, promove maior interação com o espectador. Já o vídeo mapping (projeção mapeada) explora os espaços urbanos noturnos e a arquitetura com narrativas visuais digitais. Será discutido o conceito de “design de guerrilha”, no qual os artistas também atuam como ativistas. Para isso, é apresentado o Coletivo Coletores - Baptiste e Camargo, que discutem desde a invisibilização das periferias até o apagamento histórico. São realizadas análises, com aporte semiótico (Santaella e Pignatari), das obras: Pujança (2020), Estamos Vivos (2021), Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha (2021) e Led Truck – Periferia Vive (2022).
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