Fanzines como memória gráfica
práticas de registro e preservação no Brasil e em contextos internacionais
DOI:
https://doi.org/10.29147/datjournal.v11i2.1164Palavras-chave:
Fanzines, memória gráfica, preservação, acervos, design gráficoResumo
Este trabalho investiga processos de registro, organização e preservação de fanzines no Brasil e em contextos internacionais, compreendendo essas publicações como objetos da memória gráfica e da produção de conhecimento no campo do design e da cultura visual. Parte-se do pressuposto de que os fanzines constituem práticas de experimentação gráfica relacionadas à construção de narrativas dissidentes, cuja permanência depende de estratégias de registro, organização e acesso capazes de garantir sua preservação. A partir da análise de experiências de preservação desenvolvidas em instituições acadêmicas, culturais e acervos especializados, o estudo examina diferentes estratégias de organização dessas publicações. Metodologicamente, adota abordagem qualitativa de caráter cartográfico, fundamentada em revisão bibliográfica e na análise de experiências de preservação. Os resultados indicam que, enquanto instituições estrangeiras apresentam estratégias mais consolidadas de organização, acesso e preservação, no Brasil essas práticas permanecem fragmentadas, embora existam iniciativas relevantes voltadas à salvaguarda desses materiais. Conclui-se que o fortalecimento de ações de registro, organização e preservação contribui para ampliar a visibilidade dos fanzines, favorecendo sua consolidação como memória gráfica, patrimônio cultural e objeto relevante para o design contemporâneo.
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